segunda-feira, 29 de junho de 2009
Tarde de domingo...
O encontro foi alegre, de duas pessoas que muito se conhecem, mas que estavam de férias de si mesmas. As conversas fluíram como manchetes de jornal. O Mac book recém comprado. Ou book Mac. Na verdade, pouco importa a ordem. Existem coisas que são fodas por si sós. Independentemente do conhecimento de quem relata ou do entendimento de quem ouve. Mac é Mac. E Mac é foda.
O reencontro teve um desenrolar leve, com luzes de uma tarde de domingo feliz. Daqueles em que se iniciam muitos assuntos e terminam-se poucos - eufóricos, eles se atropelam saltitantes. O café, a pipoca, o filme. O filme foi bom. Mas não falamos do filme quase nada. Antes que ainda pudéssemos digeri-lo, estávamos as duas enlouquecidas pelas etiquetas vermelhas das lojas em rebaja.
-Eu não conhecia esse seu lado consumista, disse. O fato é que a euforia se prolongou por mais algum tempo, quando consentimos que era hora de ir embora. A despedida foi súbita e ainda eufórica.
Querida, o (re)encontro foi foda.
sexta-feira, 26 de junho de 2009
Heal the world
Isso me remeteu a uma história dos Mamonas Assassinas. Na época, lembro-me bem da professora de português fazendo duras críticas ao grupo. O português incorreto poderia influenciar crianças e adolescentes a falar errado. Um absurdo, dizia. O acidente fatal chocou todo o país. O choque da impermanência no auge de sua carreira entristeceu principalmente crianças e jovens. A mesma professora lamentou na aula seguinte a tragédia que silenciou o país. Então, a aula foi inteira dedicada à alegria, irreverência, descontração e energia que as músicas em português assassino traziam para o dia-a-dia do povo (tão sofrido) brasileiro.
É curiosa essa mudança de visão repentina após a morte. Depois que a pessoa já não pode mais absorver as críticas, elas subitamente se extinguem. As pessoas, a mídia e a opinião pública pegam pesado no pré-julgamento e no julgamento em si. E, frente à morte, esse julgamento vai por água abaixo. Não que todos fiquem bons depois de mortos, mas é como se, depois de mortos, já não faça tanto sentido criticar. Por que não olhar diferente, por que esperar a morte chegar, por quê?
Não supervalorizemos os fatos nem depreciemos tanto as pessoas.
terça-feira, 23 de junho de 2009
Eu tentei. Repito que tentei. Ah, como eu tentei! A vontade, no entanto, depende também do outro. Da resposta do outro, da vontade do outro, do silêncio do outro. Mas eu tentei, eu juro que tentei. O muito que excede o nosso limite talvez seja pouco. Mas a tentativa frustrada conforta quando não há mais nada o que fazer. Pode ser que tudo tenha mesmo o seu tempo. Tempo de nascer, existir e morrer. Ciclo que se encerra. Será? Não sei, sei apenas que tentei. Eu liguei, eu escrevi, eu mandei. Li essa semana que julgamos os outros pelos resultados e a nós mesmos pelos projetos. Será que ando querendo justificar a minha inércia frente às tentativas vãs? Mas nem tudo é projeto, apenas um querer. E o querer envolve o querer de outrem. E a vontade se esvai quando as tentativas se cansam e decidem que é hora de parar.
terça-feira, 16 de junho de 2009
segunda-feira, 15 de junho de 2009
Menino Travesso
Pássaro voa, voa, voa...
Mente fértil, corpo leve
Só riso. Sorriso.
Que vida ocultas nas lacunas de SILÊNCIO que alternam os nossos encontros?
domingo, 7 de junho de 2009
terça-feira, 2 de junho de 2009
Esse ou aquele?
Passado o baque, penso como a vida é breve. Não há planejamento que resista ao acaso ou ao destino, seja lá como se chame. Vida interrompida em poucas horas. Não somente em desastre aéreo, muitas pessoas morrem todos os dias no mundo por razões de toda sorte. Mas o desastre aéreo, assim como outras grandes catástrofes, acaba roubando a cena pela grandiosidade e pelo sofrimento coletivo. Chora-se por eles, chora-se por si.
Estarei vivendo como quero? Estarei cuidando das pessoas que eu amo com a dedicação que deveria? Poderia ir conhecer aquele país, mudar de profissão, correr atrás do amor perdido... É clichê, assunto batido, mais do mesmo. Mas é inevitável levantar questões que deixamos para pensar depois, fazer depois, ligar depois, amar depois. A falta de entrega, de dedicação, de humor, de bom senso. A falta de cuidado com os outros e consigo, de carinho, de atenção.
Irrita-se por pouco, reclama-se por nada e a vida vai passando.
segunda-feira, 1 de junho de 2009
Para Vanessa Pessoa
Enfim recebo alguma notícia sua. Ainda que seja um pequeno manifesto em tom de brincadeira. Foi uma bela surpresa. Ando com saudades suas, com homenagem em site de relacionamento, tentativas de breves papos em chats, comentários em blog... Enfim, meios da modernidade.
Sei que a vida é complexa – além de curta - e temos os nossos momentos, planos e, principalmente, transformações. Saudade dos cafés, de compartilhar planos futuros e presentes, saudade da sua poesia e da luz vibrante das suas palavras ditas com entusiasmo.
Mas sempre resta a certeza do vivido. Nesses casos, o passado é um excelente analgésico para a dor da saudade. Da crise de riso, das cartas além mar, dos cartões-poesia, do cotidiano distante e sempre tão presente. Saudade do seu riso, da sua força, do seu apoio e da sua leveza. Sim, leveza. Quando não está leve, eu sei que você nem sai de casa.
Lágrimas rolando...é hora de encerrar. Ando sensível. Deixo aqui o meu ‘Para Vanessa’, sem muita inspiração, porém com o saudosismo que há tempos anda me perseguindo.
No aguardo do próximo café.
Um beijo,
Celinha_s